Como estruturar um funil de tráfego pago
Veja como estruturar funil de tráfego pago para gerar contatos qualificados, reduzir desperdícios e transformar cliques em vendas com controle real hoje.
Continue lendoGoogle Ads para quem quer resultados!
Para baixar o custo por lead sem perder volume, corte primeiro o que só gasta: buscas sem intenção de compra, regiões e horários em que você não atende e página que não convence. Depois, passe a olhar o custo por cliente, não só por contato. Lead barato que não compra sai caro, e o Google aprende a trazer gente melhor quando sabe quais contatos viraram venda.
Custo por lead (CPL) é o que você investiu na campanha dividido pelo número de contatos que ela trouxe: ligações, conversas de WhatsApp e formulários. É fácil de medir, por isso vira meta, mas trata igual o contato que fecha negócio e o que pediu preço por curiosidade.
Faça a conta com duas campanhas que gastam o mesmo no mês. A campanha A traz 50 contatos e a B traz 20, então o custo por lead da A sai menor. Se a A fechou 2 vendas e a B fechou 5, cada cliente da B custou menos da metade do que custou cada cliente da A. Pelo CPL, você cortaria a campanha que mais vende.
O número que decide é o custo por cliente, o CAC (custo de aquisição de cliente). E o lead ruim tem um custo fora do painel: o tempo da sua equipe atendendo quem não ia comprar, enquanto o cliente bom espera na fila.
Comece pelo que dá para cortar sem perder contato bom. Confira estes pontos na sua conta:
O dinheiro que sai desses vazamentos não precisa sumir do orçamento. Ele vai para as buscas e campanhas que já trazem cliente. Com isso, o custo por lead cai sem derrubar o volume de contato bom: você gasta o mesmo e deixa de pagar pelo contato que não ia comprar.
Porque o clique chega numa página que não convence. Se de cada cem visitas só uma vira contato, o lead custa cem cliques. A mesma campanha, levando para uma página que converte o dobro, faz o custo por lead cair pela metade sem mexer em nada no Google.
A página precisa repetir o que o anúncio prometeu, mostrar telefone e WhatsApp no celular e dizer onde você atende. Isso aumenta os contatos e também filtra: quem vê que você não atende a cidade dele não pede orçamento.
No formulário, a escolha é sua. O curto traz mais contatos; o com mais perguntas traz menos, e mais filtrados. Se o tempo da equipe é o gargalo, uma ou duas perguntas a mais (cidade, tipo de serviço) podem compensar. Teste e compare pelo número de clientes, não de leads.
Separe as buscas pelo momento de quem procura. Quem digita o serviço com a cidade ou com a palavra orçamento costuma ter decidido contratar; quem pesquisa como funciona ainda está aprendendo. O clique do primeiro grupo costuma custar mais e, em muitos ramos, compensa. Com elas separadas, você vê nos números onde o dinheiro rende mais. Só não fatie demais: com pouco volume, cada campanha fica com poucos dados para o lance automático aprender, e aí mantenha poucas campanhas, divididas por serviço.
Cuidado ao apertar a meta de custo. Na estratégia de lance CPA desejado, o próprio Google avisa: “ao definir um valor desejado muito baixo, você pode deixar de receber cliques que gerariam conversões” (Google, CPA desejado). Apertar a meta de uma vez pode baixar o CPL e derrubar o volume junto. Reduzir o custo de aquisição sem cair o volume pede a ordem inversa: tirar o desperdício primeiro e mexer na meta depois, aos poucos.
Depois do desperdício, conte ao Google quais contatos viraram venda. A importação de conversões off-line serve para isso: você manda de volta para o Google Ads as vendas fechadas por telefone ou no balcão, ligadas ao clique que trouxe a pessoa, e os lances passam a levar em conta a venda, não só o contato (Google, conversões off-line). Dá para fazer por planilha; com formulário no site, as conversões otimizadas para leads ajudam o Google a ligar a venda ao clique. No WhatsApp, o NimoChat (opcional) faz isso nas conversas que vieram de anúncio: a sua equipe marca a que virou venda e o Google Ads recebe essa informação. Sem a marcação da equipe, ele não tem o que mandar.
Olhe três coisas em cada lead ruim: o que a pessoa buscou, de qual anúncio veio e quanto tempo a empresa levou para responder. Busca sem relação com o seu serviço aponta para a campanha. Busca boa com retorno de horas aponta para o atendimento, e aí cortar a campanha não resolve.
Peça a quem atende para marcar cada contato como bom ou ruim, com o motivo em uma palavra: fora da área, só preço, engano, fechou. Em poucas semanas essa lista mostra o que bloquear e o que ajustar no atendimento. Se o contato nem chega, o post sobre por que o Google Ads não converte ajuda a achar o ponto.
Por lead, pode não ser. Na pesquisa do Google, o anúncio aparece para quem já procura o que você vende. Nas redes sociais, para quem não estava procurando: o formulário pode sair mais barato, mas quem preenche pode estar só curioso. O SEO não cobra por clique e leva meses para render (comparo os dois no post Google Ads ou SEO). Meça todos pelo mesmo critério: quanto custou cada cliente. E não esqueça a lista de quem já pediu orçamento e não fechou, o contato mais barato que você tem.
A Agência MPrado trabalha com Google Ads desde 2011 e tem o selo Google Partner Premier, que o Google dá às 3% melhores agências parceiras de cada país. A gente bloqueia as buscas que só gastam, ajusta região, horário e anúncios toda semana e mede ligação, WhatsApp e formulário. A conta fica no nome da sua empresa. Se você já anuncia, a gente analisa a sua conta sem custo. Veja como funciona a gestão de Google Ads da Agência MPrado.
Depende do seu ramo, da cidade, de quanto a concorrência paga pelo clique e de quantas visitas a sua página transforma em contato. A gente estima com você o que esperar antes de começar.
Bloquear buscas e ajustar região mexe no gasto a partir dos dias seguintes. Mudança de estratégia de lance pede mais paciência: para o CPA desejado, o Google recomenda avaliar os últimos 30 dias, com pelo menos 30 conversões.
Só depois de ver quantos clientes ela trouxe. A campanha com o lead mais caro pode ser a que mais fecha. Pause a que gasta e não vende, seja qual for o custo por lead.
Mário Prado, CEO da Agência MPrado. A agência trabalha com Google Ads desde 2011. Perfil no LinkedIn
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